JUSTIÇA SOCIAL PASSA PELA SEGURANÇA INSTITUCIONAL E PELA VALORIZAÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA
No Dia Mundial da Justiça Social, celebrado em 20 de fevereiro, a Assojaf-RJ reforça que a defesa da Justiça não pode ser dissociada das condições concretas de trabalho dos Oficiais de Justiça — profissionais que garantem que decisões judiciais se transformem em direitos efetivos no cotidiano da sociedade.
A atuação majoritariamente externa, em contextos de conflito e vulnerabilidade social, expõe esses profissionais a riscos físicos e emocionais que exigem políticas permanentes de proteção funcional, protocolos de segurança e respaldo institucional. Falar em Justiça Social, nesse cenário, é também falar em condições dignas para o exercício da função pública.
Essa agenda se materializa na atuação coordenada das entidades representativas em Brasília. Nos primeiros dias de fevereiro, a Fenassojaf e Oficiais de Justiça de diversas regiões participaram de mobilizações em defesa da derrubada do Veto nº 45, que suprimiu parcelas da recomposição salarial de servidores do Judiciário da União, e da reestruturação da carreira — pautas diretamente relacionadas à valorização profissional e às condições de trabalho.
“Justiça social não se constrói apenas no plano dos princípios. Ela exige ações concretas, que passam pela proteção funcional, pela valorização da carreira e pelo reconhecimento do papel estratégico dos Oficiais de Justiça. A atuação das entidades em Brasília mostra que essa é uma agenda real, em curso, e indispensável para fortalecer o Judiciário e o serviço prestado à sociedade”, afirma o presidente da Assojaf-RJ, Sergio Gonçalves.
Para a Associação, investir em segurança, saúde e valorização profissional não é uma reivindicação isolada, mas uma condição essencial para assegurar uma prestação jurisdicional mais eficiente, humana e comprometida com os direitos fundamentais.